A eleição para eleger o sucessor de José Félix da Silva (Zé da Viúva) na presidência do Sindicato dos Trabalhadores na Lavoura de Assú, teve a participação de cerca de mil associados.
O candidato eleito foi Antonio Basílio, que contou com o apoio do atual presidente, Zé da Viúva.
Antonio Basílio obteve uma maioria de 456 votos para Manoel Cristiano, o Manoelzinho de Novo Pingos.
O tucanato já esboça a estratégia de sua campanha para a sucessão presidencial. Vai na contramão do que planejou Lula.
Em vez da “armadilha” plebiscitária idealizada pelo presidente –a era FHC X a era Lula ou o “Nós contra eles”—, o PSDB arquiteta outro tipo de comparação.
No comando da caravana da oposição, o partido deseja estabelecer um confronto de biografias: a de José Serra contra a de Dilma Rousseff.
Na visão do grão-tucanato, a tese do plebiscito não é senão uma tentativa de Lula de acomodar entre ele e Dilma um duto de transferência de prestígio.
Para se contrapor à tática do governo, o PSDB vai espremer a tecla de que Dilma no poder siginificaria mais quatro anos de PT. Só que sem Lula.
Pretende-se enfatizar que, entre os nomes que irão à cédula, não estarão nem o de Lula nem o de FHC.
No cotejo das biografias que interessam, imagina-se contrapor a imagem de um Serra experiente à de uma Dilma novata.
De um lado, um ex-deputado constituinte, ex-senador, ex-ministro, ex-prefeito e atual governador do maior Estado do país. Do outro, uma “novata” em eleições.
O plano marqueteiro do PSDB, passa longe dos murros em ponta de faca. Nada de renegar programas da gestão Lula que recebem estrepitosa aprovação popular.
Bolsa família? O tucanato dirá que começou sob FHC, reconhecerá que Lula ampliou e jurará que Serra vai aperfeiçoar.
Vai-se dizer que Serra, por experiente, é mais talhado do que Dilma para preservar o que há de bom e ajeitar o que não funciona.
Contra a imagem de boa gestora que Lula tenta pespegar em Dilma, pretende-se apregoar que não é bem assim.
O PSDB dirá que tudo o que está sob a responsabilidade direta da chefe da Casa Civil não caminha bem.
O PAC? O tucanato coleciona dados. Imagina que vai conseguir demonstrar que há na praça mais propaganda do que obras de infra-estrutura.
O Minha Casa, Minha Vida? Para o PSDB, há mais gogó do que chaves nas mãos daqueles que precisam de teto. É assim agora. E não vai mudar até 2010.
O tucanato descrê das chances presidenciais de Ciro Gomes. Acha que, isolado por Lula dentro do seu próprio partido, o PSB, Ciro não decola.
Trabalha-se com a idéia de que Dilma, hoje com 15% nas pesquisas, vai subir. Beneficiada pela superexposição, tende a firmar-se como alternativa oficial.
Porém, munido de suas próprias pesquisas, o tucanato imagina que o crescimento de Dilma não representará ameaça à lidernaça de Serra.
O governador paulista é, por ora, o nome mais bem-posto nas sondagens eleitorais. Ele as frequenta em patamares nunca inferiores a 40%.
Para o PSDB, é limitada a capacidade de Lula de trasnferir votos para Dilma. É maior no Nordeste.
É menor, contudo, no Sul e no Sudeste, regiões em que Serra imagina que prevalecerá, compensando eventuais dissabores de urnas nordestinas.
Para corroborar a tese, os tucanos recorrem a dois exemplos. Recordam que, em 2008, Marta Suplicy foi batida em São Paulo a despeito do apoio de Lula.
Lembram que, em Natal, sob oposição cerrada de Lula, triunfou nas urnas Micarla de Souza (PV), candidata apoiada pelo senador ‘demo’ José Agripino.
Mal comparando, o tucanato vai usar, em 2010, um lema análogo ao utilizado pelo Lula-2006.
Contra Alckmin, a musiquinha do programa eleitoral de Lula cantava: “Não troque o certo pelo duvidoso”.
Nas dobras da estratégia que se encontra sobre as pranchetas do tucanato, a dúvida de 2010 é Dilma. Serra seria o certo, já testado.
O plano esbarra em dois óbices: primeiro, diria Garrincha, falta combinar com os russos. Segundo, é preciso convencer Serra de que a campanha já começou.
Não há na cúpula do PSDB um único político disposto a aceitar o calendário de Serra. O governador paulista tenta empurrar a entrada no ringue para março de 2010.
A direção tucana trabalha com outro prazo limite: janeiro de 2010. Serra ainda não se deu por achado.
Nas últimas 48 horas, em discursos pronunciados na São Paulo de Serra, Lula e Dilma desancaram o tucanato.
Em viagem a Istambul, na Turquia, o governador tucano fez que não ouviu.
Na noite de sexta (6), dia em os rivais deitavam falação anti-tucana numa convenção do PCdoB, Serra brindava seus seguidores no twitter com um vídeo sugestivo.
Escreveu: “Aos que ficam me mandando dormir: vejam o que recebi! Famoso comercial de 1961. Quem conhecia?”
Recomendou um link que conduz a um comercial dos cobertores Parahyba (assista no rodapé). O jingle começa assim: “Tá na hora de dormir...”
Para o grosso do PSDB e também para o parceiro DEM, tá na hora de Serra acordar.
As eleições para a OAB começam no dia 16 de novembro, segunda-feira, quando os advogados de oito estados comparecem diante das urnas. É dia de votação no Distrito Federal, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
São Paulo vota no dia 17, Minas Gerais no dia 21, Bahia 25 e Pernambuco 26. A rodada de pleitos seccionais se encerram no dia 28 com as eleições na Paraíba. Aí começa a corrida para a eleição do presidente do Conselho Federal.
No Rio Grande do Norte, Paulo Eduardo Pinheiro Teixeira tenta a reeleição com a chapa “A Ordem é dos Advogados”. Na oposição, Maria Lucia Cavalcanti tenta a vaga com a Chapa “Advocacia mais Forte”. Josoniel Fonseca da Silva é candidato pela chapa “Mudança, avanço e crescimento”. As eleições estão marcadas para dia 20.
A Unidade Potiguar encerrou a primeira reunião do final de semana na madrugada de hoje (06). O deputado federal João Maia (PR) recebeu os deputados, Fábio Faria (PMN), Robinson Faria (PMN) e Henrique Alves (PMDB), no seu apartamento no bairro de Candelária, em Natal.
Depois do encontro foi definida a manutenção das pré-candidaturas ao governo de João e Robinson até o final do ano. Outro ponto acordado será tenta trazer o vice-governador, e pré-candidato ao governo, Iberê Ferreira de Souza (PSB) para o centro das conversações.
Como o blog havia adiantado, Wilma de Faria (PSB) continuará aguardando o desenrolar dos fatos para anunciar o apoio à candidatura de Iberê.
Autoridades de Jardim de Piranhas pedem instalação de uma agência do Banco do Brasil no município
Uma comitiva liderada pelos irmãos Antônio e Luiz Macaco, prefeito e presidente da Câmara de Vereadores de Jardim de Piranhas, respectivamente, foi recebida na tarde de ontem, quarta (4) pelo vice-presidente do Banco do Brasil, Ricardo Flores, na sede da instituição em Brasília.
O Deputado Federal Henrique Alves, que viabilizou a audiência, acompanhou a comitiva que entregou ao representante do Banco do Brasil um dossiê com uma vasta argumentação que justifica a solicitação da instalação de uma agência bancária no município de Jardim de Piranhas.
Além do prefeito Antônio Macaco, do vice Galbê Maia e de seis vereadores, a representação de Jardim de Piranhas também contou com a presença do administrador da Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos, Frei Paulo Amâncio, representando o segmento religioso daquele município.
Segundo informou Luiz Macaco, presidente da Câmara Municipal jardinense, a mesma comitiva, que chega na noite dessa quinta-feira (5) em Natal, tem uma audiência marcada para essa sexta (6) na Capital do Estado, ao meio dia, com o superintende do Banco do Brasil, Otaviano Amantéa, para reforçar o pedido já apresentado em Brasília ao vice-presidente da referida instituição financeira.
Em movimento deliberado, o PT empurra com a barriga a resolução dos impasses que sacodem suas relações com o PMDB nos Estados.
Sob holofotes, o petismo mostra-se receptivo às reivindicações. Nos subterrâneos, trama contra o parceiro.
A pretexto de apagar os incêndios que ardem nos Estados, lideranças das duas legendas reuniram-se nesta quarta (4), em Brasília.
A conversa girou como parafuso espanado. Retorceram-se todos os conflitos. Lero vai, lero vem, nenhuma pendência foi dissolvida.
Vem de Minas Gerais a encrenca que, por ser a mais grave, resume à perfeição o drama.
Ali, medem forças o pemedebê Hélio Costa e o petê Fernando Pimentel. Ambos se apresentam como candidatos ao governo mineiro.
Ministro das Comunicações de Lula, Hélio está mais bem-posto nas pesquisas. Escorado nos números, o PMDB cobra do PT apoio ao seu candidato.
O petismo simula concordância. E pede tempo. Enquanto aguarda, o PMDB é esfaqueado pelo PT de Pimentel.
Ex-prefeito de Belo Horizonte, segundo colocado nas sondagens eleitorais, Pimentel costura na seara petista e dá pontos no quintal do vizinho.
No PT, Pimentel tenta mandar a escanteio um adversário doméstico, Patrus Ananias, o ministro do Bolsa Família.
Os dois medem forças pelo controle do diretório mineiro do PT. A refrega está marcada para o próximo dia 25.
Estima-se que, nessa briga interna, Pimentel prevalecerá sobre Ananias. Teria algo como 55% dos votos que definirão a nova direção do PT-MG.
No quintal alheio, Pimentel alia-se, à sorrelfa, com o grupo do ex-governador Newton Cardoso, um pemedebê que se opõe a Hélio Costa.
Trama-se acomodar na presidência do PMDB-MG Adalclever Lopes, um deputado federal ligado a Newtão.
Ele disputa o controle da secção estadual do partido com o deputado federal Antônio Andrade, homem de Hélio Costa.
No plano nacional, PP e PMDB sustentam a tese de que as desavenças estaduais, por passageiras, não comprometem a aliança que os une no projeto Dilma-2010.
Não é bem assim. Para converter o noivado em casamento, o PMDB terá de aprovar o nome de Dilma Rousseff numa convenção nacional, em junho de 2010.
Os delegados que votam na convenção são escolhidos nos Estados. Vem de Minas a segunda maior delegação.
Entusiasta de Dilma, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, antevê confusão:
“Minas tem a segunda maior votação na convenção do PMDB. São 69 delegados. Alguns tem direito a mais de um voto. Juntos, representam cerca de 140 votos...”
“...É uma temeridade jogar esse pessoal para o outro lado. Hélio Costa é ministro do presidente Lula. Portanto, a conversa tem que ser mais fácil”.
O “outro lado” a que se refere Henrique Alves é o pedaço do PMDB que se dispõe a apoiar o presidenciável tucano José Serra.
Em privado, Pimentel dá de ombros. Afirma aos dirigentes nacionais do PT que Hélio Costa não controla o PMDB mineiro. Se bobear, diz ele, nem será candidato.
Lula dissera à direção do PMDB que interviria nas refregas estaduais para impedir que os planos locais do PT conspurcassem o projeto nacional de Dilma.
Era lorota. Até aqui, o presidente não dirigiu uma palavra de desestímulo a Pimentel, um velho amigo de Dilma. Militaram juntos no grupo VAR-Palmares.
Lula tampouco interveio em outros Estados em que o PMDB e o PT servem veneno um ao outro.
Além de Minas, a cúpula pemedebê esperava que o presidente mostrasse sua mão forte no Rio, no Pará e no Mato Grosso do Sul.
No Rio, o petista Lindberg Farias apresenta-se como rival do pemedebê Sérgio Cabral, candidato à reeleição com ares de favorito.
Lula prometera empurrar Lindberg para a disputa ao Senado. E nada. No Pará, o pemedebê Jader Barbalho estranha-se com a petê Ana Julia. E nada de Lua.
No Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli (PMDB), candidato à reeleição, é fustigado por Zeca do PT. Henrique Alves exaspera-se:
“O Puccinelli tem cerca de 45% nas pesquisas. O Zeca está com 14% ou 15%. Temos que chegar a um entendimento”.
Orestes Quércia, presidente do PMDB-SP e aliado de José Serra, percorre o país como um vírus anti-Dilma. Já se achegou a Puccinelli.
Diz-se que, aos olhos de hoje, há uma maioria pró-Dilma dentro do PMDB. Mas a coisa pode se a oposição virar dois dos diretórios convulsionados. Dificilmente vai-se entregar o tempo de TV do PMDB a José Serra.
Mas, ao brincar com o fogo, o PT acalenta o sonho da turma de Quércia, que já se dará por satisfeita se conseguir melar a entrega da vitrine eletrônica prometida a Dilma.
Emenda 58 caso seja anulada não pode valer para eleições de 2012
Artigo declarado Inconstitucional não vale para 2012, somente uma nova PEC para regulamentar o número de vereadores
De acordo com o assessor jurídico Tiago Neres, se o texto que trata da recomposição das Câmaras Municipais for anulado pela ADI 4307 (e 4310), sob a alegação de não poder vigorar a partir do processo eleitoral de 2008, não existe possibilidade de vigorar para 2012 como se cogita. Uma alteração na redação da Emenda 58, é competência exclusiva do Congresso Nacional.
O momento é oportuno para os defensores da recomposição das Câmaras Municipais se unirem pela validação integral da Emenda Constitucional nº 58 de 2009, caso contrário todo trabalho ficará perdido.Se o inciso I do artigo 3º for declarado inconstitucional não pode vigorar para as eleições futuras.
SENADOR César Borges apela ao STF por decisão favorável ao aumento do número de vereadores
Depois da manifestação de Temer pela constitucionalidade da Emenda dos vereadores, mais um pronunciamento no plenário do Senado na tarde desta quarta-feira 04/11
O senador César Borges (PR-BA) fez um apelo aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que votem favoravelmente à Emenda Constitucional 58/09, que aumentou o número de vereadores, e derrubem a liminar concedida pela ministra Carmem Lúcia à ação direta de inconstitucionalidade (ADI) impetrada junto àquele tribunal pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
A Emenda Constitucional 58/09 criou 7.637 vagas de vereadores nas câmaras municipais, com caráter retroativo às eleições de 2008.
- Taxar de casuísmo a emenda, com o devido respeito ao procurador, é desconhecer o longo e doloroso processo legislativo da sua aprovação, após exaustiva discussão nas comissões técnicas, debates, negociações e votações em dois turnos pelos Plenários da Câmara e do Senado, no mais legítimo processo político que atendeu as exigências de uma Constituição rígida, que impõe votação em dois turnos, com a aprovação de três quintos dos membros do Senado e da Câmara - protestou o parlamentar.
César Borges disse discordar dos argumentos do procurador-geral de que a emenda seria uma afronta ao artigo 16 da Constituição, por alterar o processo eleitoral e por conter, no interior do texto, "dispositivo casuístico".
Na avaliação do parlamentar, a emenda não viola o processo eleitoral de 2008, uma vez que ele já se encerrou. A emenda, explicou o senador, "representa apenas um aperfeiçoamento, nos moldes democráticos, feito pelo Congresso Nacional, em suas atribuições legítimas".O senador comparou-a à chamada minirreforma eleitoral (Lei 11.300/06), aprovada pelo Congresso, cujas alterações no processo eletivo foram introduzidas nas eleições de outubro daquele ano.
- Apelo, até suplico, que os ministros não referendem a liminar concedida, bem como considerem improcedente a ADI que questiona a retroatividade de emenda às eleições de 2008. É importante que os poderes atuem de forma harmoniosa em defesa da Constituição e do direito dos cidadãos - disse César Borges.
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima quarta-feira (11) o julgamento da ação em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede que a PEC dos Vereadores não tenha efeito imediato.
A emenda, promulgada pelo Congresso no fim de setembro, criou mais de 7 mil cargos de vereador em todo o Brasil e determinou a posse dos suplentes dentro das novas vagas.
No começo de outubro, no entanto, a ministra Cármen Lúcia(foto) concedeu uma liminar (decisão provisória) que impede a Justiça Eleitoral de dar posse a qualquer suplente do país.
Em plenário, no dia 11, os ministros deverão decidir se referendam ou não a liminar.
No mérito do pedido, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pede que o Supremo considere inconstitucional o artigo 3º da emenda, que prevê o preenchimento imediato dos cargos.
A liminar da ministra Cármen Lúcia tem efeito retroativo ao dia 23 de setembro, data de promulgação da emenda.
Não se tem notícia de que até os dias atuais – em nenhum estado brasileiro – um presidente, governador ou prefeito tenha desistido de disputar uma a reeleição.
Verdade?… Certo.
Então porque Iberê Ferreira de Sousa, PSB, atual vice-governador do estado e futuro governador (a partir de abril de 2010) iria ser o primeiro a desistir da reeleição?
Dadá Costa volta a dizer que vai ser candidato a deputado estadual
O ex-deputado Dada Costa (PHS) confirmou ao blog de Oliveira Wanderley que vai mesmo disputar uma vaga na Assembléia Legislativa em 2010.
“Assinei ficha de filiação ao PHS para isso”, afirmou Dadá.
Dadá acredita que sua candidatura não prejudica em nada a reeleição do irmão, deputado Vivaldo Costa.
Ele sempre recorda que os dois foram eleitos para uma mesma legislatura.
“Na última eleição eu não disputei a reeleição e Vivaldo não se elegeu. Mas no pleito anterior fomos eleitos os dois”, ressalta Dadá Costa. DA REDAÇÃO DO EU AMO CAICÓ: É claro que atrapalha, numa eleição difícil como será a de 2010 qualquer número de votos que Dadá obtiver terá subtraído do seu irmão, numa eleição proporcional todo voto pode fazer falta. Não é demais lembrar que na eleição de 2006, Vivaldo Costa deixou de eleger por falta de pouco de 300 votos. Não sabemos o que Dadá Costa quer com sua candidatura a deputado estadual, mas uma coisa é certa, não é ajudar ao seu irmão Vivaldo.
Há na pauta da Câmara um projeto ansiado pelos aposentados. Concede a todas as aposentadorias o mesmo reajuste do salário mínimo.
A proposta já passou pelo Senado. Os deputados deveriam apreciá-la nesta quarta (4). Mas o governo decidiu impedir.
Haverá barulho. A Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) arregimentou mil idosos para bater bumbo na Câmara.
Os operadores políticos de Lula estimam que, se levado a voto, o projeto será aprovado. Algo que o governo fará tudo para evitar.
O presidente já decidiu: não dará aos aposentados o mimo pretendido. Se aprovado, teria de vetá-lo, arrostando o desgaste. Prefere empurrar com a barriga.
Os aposentados brasileiros são contados em cerca de 26 milhões. Desse total, algo como 18 milhões já recebem o equivalente ao salário mínimo.
Os outros 8 milhões, donos de aposentadorias mais altas, vem sendo brindados com reajustes inferiores aos concedidos ao mínimo.
É esse contingente que o projeto via beneficiar. O Ministério da Previdência foi à máquina de calcular.
Concluiu que a extensão do reajuste do salário mínimo aos 8 milhões de aposentados que ainda não o recebem custaria R$ 6,9 bilhões em 2010.
Alega-se que não há dinheiro. De resto, argumenta-se que a nova despesa, por permanente, estouraria as arcas previdenciárias no longo prazo.
Sem alarde, os mandachuvas do consórcio governista borrifaram veneno na pauta de votações da Câmara.
Retiraram da fila votações uma MP (medida provisória) que deveria ter sido apreciada nesta terça (3). Empurraram-na para a pauta desta quarta (4).
Com isso, bloqueou-se a pauta. Pela lei, as medidas provisórias tem preferência sobre os outros projetos. Nada pode ser votado antes delas.
Presidente da Cobap, a confederação de aposentados, Warley Martins Gonçalles avisa que os “inimigos” dos idosos terão seus nomes expostos país afora.
"Em 2010, teremos eleições. Será o momento propício para os 26 milhões de aposentados brasileiros saberem realmente quem são seus amigos na Câmara”.
Líder do PT, o deputado Candido Vacarrezza explica a lógica do nariz torcido do governo:
“Se der o reajuste para esses 8 milhões de aposentados que o reivindicam, o governo não terá como manter a política de aumento do salário mínimo...”
“...Reduzindo a recuperação do mínimo, fica prejudicada a maioria dos aposentados que se beneficiam do reajuste. Logo, a proposta não é boa para os aposentados”.
O curioso é que o projeto cuja aprovação o governo deseja evitar é de autoria do senador Paulo Paim (RS), um petista de mostruário.
Ou seja, trata-se, em essência, de uma briga do PT contra si mesmo.
Lideranças do PT e do PMDB realizam nesta quarta (4), em Brasília, uma reunião para tentar superar os impasses que envenenam a parceria nos Estados.
Será o primeiro encontro depois do jantar oferecido por Lula. Aquele em que o pedaço governista do PMDB comprometeu-se a apoiar Dilmar Rousseff, do PT.
Tenta-se agora superar as desavenças que perduram em vários Estados. Localidades em que as duas legendas tem interesses eleitorais conflitantes.
O PMDB pediu o encontro. Reclama de falta de solidariedade do PT. Algo que leva alguns diretórios estaduais a flertar com José Serra (PSDB), o virtual rival de Dilma.
Há casos tidos como perdidos. Dá-se de barato que, em pelo menos quatro Estados, o PMDB rendeu-se a Serra: São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Acre.
Há outros em que o risco de defecção é latente. Por exemplo: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Há, de resto, Estados em que, embora divididos, pemedebês e petês tentam pôr em prática a política do palanque duplo. A Bahia é um deles.
É improvável que a reunião desta quarta resulte em pacificação instantânea. Será apenas o primeiro de uma série de encontros.